Salgo a caminar
Por la cintura cósmica del sur
Piso en la región
Más vegetal del tiempo y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de América en mi piel
Y anda en mi sangre un río
Que libera en mi voz
Su caudal.
Sol de alto Perú
Rostro Bolivia, estaño y soledad
Un verde Brasil besa a mi Chile
Cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña América y total
Pura raíz de un grito
Destinado a crecer
Y a estallar.
Todas las voces, todas
Todas las manos, todas
Toda la sangre puede
Ser canción en el viento.
¡Canta conmigo, canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz!
Armando Tejada Gómez / César Isella
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Canción con todos
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Direi Tudo
Estar direito,
Estado Direito.
E “endireito” o que torto me parece estar.
Não me comove essa tal Justiça
E essa fingida cegueira para receber
Benefício previdente,
Enquanto o Justo operário atiça
As brasas do caldeirão fumegante
Que ao entornar lhe arrancará
A pele sem o devido fator de proteção.
Solar?
É só lá nos recônditos da imaginação
Que meu gozo mora,
Bem lá onde as palavras dançam
E num abraço ébrio criam
Para mim uma canção como aquelas
Ouvidas na Via-Láctea.
Foi lá que vi a Láctea seiva da
Indignação ser fermentada para
Mais tarde sorve-la junto a
Um forte chocolate amargo.
Amarga-me a boca.
Amarga ver que nada está direito.
Érika Jane Ribeiro
[Fonte]
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Que pousa em você
É primavera lá no porto ao longe
Ficou triste os nossos cacos e pedaços e estilhaços de adeus
O globo esfera gira, gira, gira, gira!
N'uma outra espera e enche o amanhã de querer,
E enche o amanhã de um querer tão meu.
Transporto-me em um segundo
E vago em pensamentos, feito pé de vento
Que vaga, voa pelo mundo
Que vai muito mais que além,
Solto em ato no verso
De uma borboleta que voa num trem.
Que vai muito mais que além,
Solto em ato no verso
De uma borboleta que pousa em você.
Paulinho Jequié / Fidel
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Menino de Rua
Apagando o pavio
Tem gente na rua
Tem gente com frio
Na fome da fome
Tece desafios
Meninos de rua
De um outro Brasil
Na fome da fome
Da gota serena
No meio dos carros
Disputando a vida
Nos olhos um brilho
De medo e receio
Divide com ratos
Calcadas passeios
E ninguém Percebe
A fome inocente
Que faz do cordeiro
A pior serpente
Ninguém se entrega
Ninguém compadece
Quando menos espera
O pior acontece
Tem sangue no chão
Menor assassinado
No peito inocente
Um chumbo cravado
Calcão vermelho
De fundo furado
A lata de cola
Companheira antiga
Deixou de viver
Já que não teve vida
A lama humana
Beco sem saída.
Tato Lemos
terça-feira, 21 de julho de 2009
...
se quero teu beijo de forma molhada
- eu bebo você -
se quero teu beijo de forma robusta
- desenho você -
se quero teu beijo de forma auditiva
- eu falo em você -
se quero teu beijo de forma concreta
- eu mordo seus lábios até sangrar -
Diseño Interior

I
La medida de los ocasos
el grado de lo oscuro
la proporción
de la desproporción
y un péndulo
entre el miedo y el día
No se sabe el tamaño
diseminado insurrecto
que se anida
ni cuando desata su lluvia
o cuándo pone a correr
sus pedazos a partir
de un abrazo fortuito
II
Espacio adentrado
equidistante a la noche
reconquistando
a cuestas su desmesura
hasta ser vértigo
antiguo abismo
niebla agazapada
hasta un negro cielo infinito
los acantilados
Y ahí
en perenne zozobra
la soledad de un rescoldo
pareciéndose
en su orilla misma
a lo que más amo
(Del libro: Dedalus: Diseño Interior)
Biológica

Estou certo!
Estou certo que o erro está sempre por perto
Mas o mal normal não ocorre por acaso
E pra ser coerente
E encontrar um nexo
Na formação da corrente
Cujo elo é o paradoxo
Basta apenas ser fluente
Pois é lógico que a lógica
Precisa da loucura
Para ser tão precisa
No que diz quando deduz
O que sempre se reduz
Ao que a razão entende
O que não se extende
Ao que a intuição alcança
Quando a gente dança
A semente se lança
No chão da vida
E a terra engravida
Dessa nossa vontade
Ivan Maia
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Soneto do amigo
tantas retaliações, tanto perigo
eis que ressurge noutro o velho amigo
nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
com olhos que contêm o olhar antigo
sempre comigo um pouco atribulado
e como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
sabendo se mover e comover
e a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
que só se vai ao ver outro nascer
e o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
domingo, 19 de julho de 2009
Sonho de caramujo

Eu moro dentro da casca do meu violão,
Neguinho me vendo em Quixeramobim
e eu andando de elefante em Bombaim
em Bombaim, em Bombaim...
Nem menino eu era garotinho
vivia tudo sozinho
nunca fui aonde eu ia
andava em má companhia
entrava no livro que lia e fugia!
Cumpria o astral de caramujo musical
hoje eu grito ou canto:
não vou pro céu,
mas já não vivo no chão,
eu moro dentro da casca do meu violão.
João Bosco / Aldir Blanc
Ele não tem medo

Enquanto ele mergulhava
naquela ilusão,
ela boiava n'uma bola de ar,
um ar que não era dele.
Enquanto ele no fundo
à procurava pra nadar
junto aos peixes,
ela mirava longe
procurando um outro barco.
Enquanto ele morria afogado,
ela vivia nadando outras águas, outros ares.
Enquanto ele vivia morrendo,
ela matou quem ele amava:
“O ela que conheceu.”
E atracou o coração
pra não afogá-lo.
Hoje ele saiu a procura
de encontrar um outro amor...
Dará não só o coração,
Dará o mundo e o que mais Deus inventar.
Quero ver até onde o amor o levará,
Ele não tem medo da rima.
Fidel
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Nave Maria
mama água
Dudu, bidu, bidu,
papá, dá, dá-á
Quando eu cheguei das estrelas
entrei na terra
por uma caverna
chamada Nascer
E eu era uma nave
uma ave
da ave-maria
e como uma fera
que berra
entrei
na atmosfera
E cuspido, espremido,
petisco de visgo,
forçando a passagem
pela barreira,
sangrando, rasgando,
subindo a ladeira,
orgasmo invertido,
gritei quando vi:
já estava respirando.
Tom Zé
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Graal
dentro de cada poema.
Não se contente nunca
com um sentido apenas.
Há na superfície mesmo
escondida nas obviedades,
nas tônicas, nos termos,
nas vírgulas, na sintaxe,
uma pulsação que exala
o mistério das sensações,
uma alguma outra fala
que salta de formas e sons.
Sentidos muitos se tramam
em teias, em redes, impulso
onde o que nos humana
goza ao tocar o oculto.
Eduardo Tornaghi
Oferta da Alma
Ofertada através do Nascimento,
Com a pluma sutil do sentimento
Onde o brilho do verso extasia.
Nele eu mostro um sol de fantasia,
Da palavra tão livre como o vento;
Uma aurora de luz do firmamento
Que reflete o meu mundo de magia.
São plácidas palavras de esperança,
Como o riso sincero da criança
Refletidas nas páginas da vida.
Nascimento é filho do profundo,
Como pai, eu entrego para o mundo,
Ofertando a minha alma enternecida.
Gilmar Leite
Firmes Teares
Fiz a cantoria toda com aquela cena na cabeça... imaginando eu, que tanta mágoa tinha aquele peito, que tanta dor tem a nossa gente... Terminada a cantoria, sai com alguns amigos pra comer algo e evidentemente tomar umas cervejas...
Sentamos em uma bar perto de uma praça onde tinham algumas crianças brincando, outras cantando e naquele instante entendi algumas coisas, voltando a sonhar um mundo melhor.
Firmes Teares
Eu vi o homem sentado na praça
Perdido no tempo da sua saudade
Olhando em desgosto a fria cidade
Querendo o respeito devido à raça
Eu vi o palhaço, sem riso e sem graça
Descendo a lona do seu picadeiro
Fechando a cortina, sem muito dinheiro
Deixando a esperança sem muita certeza
E vi a cigana sem carta na mesa
Sem ver no futuro, um presente inteiro.
Eu vi o presente tremendo de medo
Da falta de amor, dos homens covardes
Impondo na pena seus fúteis alardes
Criando interesses, ferindo o enredo
Eu vi a maldade dos podres segredos
Vi outra criança ferida na alma
Mulheres chorando e mãe sem ter calma
Um jovem indefeso, no tempo drogado
Menina perdida vivendo em pecado
Trocando o futuro por trocos na palma
Senti a saudade dos tempos de outrora
No tempo que o homem sentava à praça
Pra ouvir em silêncio um pouco da graça
Olhando sorrindo as cores da aurora
Um homem sereno, e rei da sua hora
Criando o seu tempo em pura harmonia
Trazendo o sorriso de volta a poesia
Fazendo o futuro em pleno presente
Um homem feliz, brincante e contente
Sentado na praça em plena alegria
Senti a esperança voltar novamente
Na mente inocente da nova criança
De riso faceiro, bailando na dança
Em plena harmonia com o seu ambiente
Seguindo o seu curso olhando pra frente
Senti a bondade dos novos olhares
Que sorriam brilhos trazendo nos ares
Um pouco da graça dos velhos palhaços
Brincando de roda em troca de abraços
Traçando o futuro em firmes teares.
"Bispo" Maviael Melo
Arrumando as malas pra Carinhanha....
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Do poema
Enigmática de um poema
Aflora-se a sensibilidade
Pra tudo se entender,
Enlaçam e traz de volta
A vida para os extintos
E um cheiro de absinto
Faz caatinga florescer
É belo
Quando dois laços
Distintos se entrelaçam
Enfeitando o vivo da vida.
É vida
Quando dois seres
- Em elo -
Plantam mais um ser no universo
E transformam real em sonho
No poder que traz o verso.
Galdêncio Neto / Fidel
Crítica de Ariano Suassuna sobre o forró atual
A maioria das moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda (que se diz de forró) utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas as bandas do gênero). As outras são "gaia", "cabaré", e bebida em geral, com ênfase na cachaça.
Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste pernambucano (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de "forró", e Ariano exclamou:
"Eita que é pior do que eu pensava".
Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:
Calcinha no chão (Caviar com Rapadura); Zé Priquito (Duquinha); Fiel à putaria (Felipão Forró Moral); Chefe do puteiro (Aviões do forró); Mulher roleira (Saia Rodada); Mulher roleira a resposta (Forró Real); Chico Rola (Bonde do Forró); Banho de língua (Solteirões do Forró); Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal); Dinheiro na mão; calcinha no chão (Saia Rodada); Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca); Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró); Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).
Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém a culpa desta "desculhambação" não é exatamente das bandas ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo.
O buraco é mais embaixo...
E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa!!!
Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção.
Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!?!?!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é "E vou dá-lhe de cano de ferro!", alguma coisa está muito doente.
Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Ariano Suassuna
Adormecida
Numa rede encostada molemente...
Quase aberto o roupão... solto o cabelo
E o pé descalço do tapete rente.
'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste
Exalavam as silvas da campina...
E ao longe, num pedaço do horizonte,
Via-se a noite plácida e divina.
De um jasmineiro os galhos encurvados,
Indiscretos entravam pela sala,
E de leve oscilando ao tom das auras,
Iam na face trêmulos — beijá-la.
Era um quadro celeste!... A cada afago
Mesmo em sonhos a moça estremecia...
Quando ela serenava... a flor beijava-a...
Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...
Dir-se-ia que naquele doce instante
Brincavam duas cândidas crianças...
A brisa, que agitava as folhas verdes,
Fazia-lhe ondear as negras tranças!
E o ramo ora chegava ora afastava-se...
Mas quando a via despeitada a meio,
Pra não zangá-la... sacudia alegre
Uma chuva de pétalas no seio...
Eu, fitando esta cena, repetia
Naquela noite lânguida e sentida:
"Ó flor! - tu és a virgem das campinas!
"Virgem! - tu és a flor de minha vida!..."
Castro Alves
Humano
porém, desconheço as alturas.
Pensei em te ofertar minha pureza,
mas quem sou eu…
se cresci livre pelas ruas.
.
Pudera eu te contar boas histórias,
descrever uma vida sem agruras.
Sonhei em te cobrir de jóias,
mas, sou plebeu…
nunca tive ou quis alguma.
.
Bom se eu coubesse em teus sonhos
na exatidão da ordenada com abscissa.
Tentei ser só alma e coração,
juro, não deu…
sou de aço, pedra e fúrias.
.
Quisera eu não fosse assim, só erros
e a verdade brotasse em meus lábios.
Talvez, eu possa te salvar do tédio,
mas, se nem isso…
faz um esforço e me perdoa.
.
É que sou tão muito humano
– bem-dotado… de defeitos –
minha perfeição é sempre
ser complexo imperfeito.
E apesar desse jeito insensato,
só uma coisa não aceito…
– ah isso não! –
é que duvides que te amo.
André L. Soares
Inópia
Nesse tempo,
em que a barbárie é bomba,
qualquer sobra de virtude
é sombra…
da gigantesca indiferença
a espalhar-se sob o sol.
.
Nesses dias,
em que ninguém se encontra,
toda amostra de amor
assombra
a nós,…
cada vez mais acostumados
a passar a vida sós.
André L. Soares
terça-feira, 7 de julho de 2009
Condição de Vampiro
—a pele trêmula —
—o mínimo queixume—
oficio o cândido ritual de abrir envelopes com mordidas.
Desde uma atmosfera intensa,
cartas que falam de países distantes
me seduzem, me vencem.
—Regressa, filho meu!—
assina minha mãe.
Em um arrebato
retorno às infusões medicinais
à dieta do alho
à abstinência...
mas é inútil;
minha presas essenciais mordem
uma e outra vez meu destino:
velar sonhos alheios é meu castigo.
Benjamín Chávez
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
El Violín De Becho
Cara de chiquilín sin maestra
Y la orquesta no sirve no tiene
Mas que un solo violín que le duele.
Porque a becho le duelen violines
Que son como su amor chiquilines
Becho quiere un violín que sea hombre
Que al dolor y al amor no los nombre.
Becho tiene un violín que no ama
Pero siente que el violín lo llama
Por las noches como arrepentido
Vuelve a amar ese triste sonido.
Mariposa marrón de madera
Niño violín que se desespera
Cuando becho lo toca y se calma
Queda el violín sonando en su alma.
Vida y muerte, violín, padre y madre
Canta el violín y becho es el aire
Ya no puede tocar en la orquesta
Porque amar y cantar eso cuesta.
Alfredo Zitarrosa
Gravação: Mercedes Sosa
Despindo Verdades
Pois ele é verdadeiramente falso
Fazendo cara de gozo
Na missa das sete.
Desejo a viúva alegre
Que triste ficou quando o outro se foi.
Então, deixem de coisa ao pensar
Pois o pensamento é só,
E só findará.
Quando eu soltar meu riso verdadeiro
Chorem, chorem mesmo
Pra aglomerar mais e mais
As “lágrimas de crocodilo”
Que nas minhas veias transitam
Formando os vários tipos de sangue:
O do amarelo, o negro,
O vermelho pobre e feio.
O azul quis pular fora
E melecou toda a aurora
Que antes era vista vestida
E hoje é vista a olho nú.
E é por isso que meu sentimento
É algo tão profundo
Que pego essa merda
E lanço no vazio ôco do mundo.
Paulinho Jequié / Fidel
Pegou água!
Me deliciava
Me tudo
De qualquer lado,
Me cada pedaço,
Me cada estilhaço
Me tudo gostava
Até faltar a "química"
E quando Me
Fidel
Dúvida Duvidosa
Eu tenho uma coisa linda pra lhe falar
Não Sei se eu falo...
Não sei se eu não falo...
Pensando bem, eu não vou dizer nada
Não sei se eu digo..
Não sei se eu não digo...
Às vezes penso em pegar a estrada
Meu coração já disse pra eu ficar
Às vezes penso em ir embora
Não sei se eu vou...
Não sei se eu não vou...
Se eu for embora eu vou perder a festa
Não sei se eu perco...
Não sei se eu não perco...
Se eu perder faço papel de besta
Se eu cantar não pense que é pirraça
Você se lembra da nossa canção
E quando a lua surgir no horizonte
Já imagino esse meu coração
É só você olhar nos meus olhos
E me dizer se eu devo, ou não, ficar
Saudade é coisa de dar em doido
E quase sempre faz chorar
Não sei se eu choro...
Não sei se eu não choro...
Se eu chorar vou demonstrar fraqueza
Não se eu fico...
Não sei se eu não fico
Eu vou ficar e adeus tristeza.
João Sereno / Wilson Aragão

















