
Poesia e poeta caminham na contra mão do tempo
Um por ter perdido tempo à escrevendo
E a outra por ter sido gerada em meio ao o mesmo.
E nessa labuta infinita tanto incha quanto irrita,
Mas eu sei, eu sei que nunca sei,
Pois todo caminho exige tempo
E ai de quem não o tenha encontrado!
Por esse motivo insano tenho transformado minha lida,
Ás vezes vida, rompendo o clarão da vista,
Tal qual poeta rodeado de falsas pessoas
Lendo a pessoa.
E assim continua o ciclo da virtude,
Onde quem ler gente é gente
Onde quem ver Deus é demente.
E ainda, nada de rima na sina da vida,
Pois ela por si só, já se fez rimar.
Quando olho a rima e a vida
Perco-me nas pautas do papel,
Pois o meu papel é sem pauta
E quando criança voava nas “branquetudes”
Das folhas que hoje viram numa escrita mágica
A poesia ser formada.
E assim, quando alguém me rima
Prendo-me no laço do destino
Abro mão da liberdade que se segue
Nos breus do tempo.
Ah! Meu Pai! Ah! Embaraço meu!
Tudo é culpa desse laço
Que o destino jogou nos braços seus!
Agora como fico nas veredas da imaginação?
Como navegarei aprendendo a ser grande?
É um dia de fato usarei toda essa fortuna poética
No dicionário da minha vida, ah!, ah!, ah!, ah!,
E ponto final.
Paulinho Jequié / Victor Fidel