quarta-feira, 1 de julho de 2009

Despindo Verdades



Não riam do meu riso falso
Pois ele é verdadeiramente falso
Fazendo cara de gozo
Na missa das sete.
Desejo a viúva alegre
Que triste ficou quando o outro se foi.

Então, deixem de coisa ao pensar
Pois o pensamento é só,
E só findará.

Quando eu soltar meu riso verdadeiro
Chorem, chorem mesmo
Pra aglomerar mais e mais
As “lágrimas de crocodilo”
Que nas minhas veias transitam
Formando os vários tipos de sangue:

O do amarelo, o negro,
O vermelho pobre e feio.
O azul quis pular fora
E melecou toda a aurora
Que antes era vista vestida
E hoje é vista a olho nú.

E é por isso que meu sentimento
É algo tão profundo
Que pego essa merda
E lanço no vazio ôco do mundo.

Paulinho Jequié / Fidel

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