Não se deve aquietar um coração
É preciso ainda mais inquietá-loSe preciso com fogo espetá-lo
Pra que ao sengue ele bombe com paixão
E aqueça o calor de cada mão
Que transmite no afago a energia
Construindo a luz de cada dia
Na aurora que acende os teus desejos
Fabricando em saliva os doces beijos
Da Saudade nos versos da poesia
Fervilhando nas vêias é a alegria
Que irriga outro curso a se trilhar
Não se deve ao sonho renegar
Pois é nele que o ato se inicia
Trovadores por damas, em porfia
Soltam versos abrindo os seus caminhos
Outros trilham buscando em pergaminhos
As palavras que formam cada passo
Com cuidado reescrevem traço-a-traço
Separando as Flores dos Espinhos!
Maviael Melo







