
Joana joaninha
Que fez contigo que não podes ser minha?
Joana joaninha
Que tenho eu que não posso ser teu?
Joana joaninha
Em que mundo tu vives, sei que não é o meu
Joana joaninha
Dai-me uma chance de provar que seu mundo sou seu.
Victor Fidel
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Joana Joaninha
Devo tê-la amado

Invadi o desejo de forjar amor contigo,
Enquanto éramos somente papel, solidão e silêncio...
Abracei tua ausência, cansei a paciência,
E você nem veio
Dei por mim, rindo, em gestos calmos,
Você vir me procurar? Que loucura...
Agora fico aqui vagando
Na recordação de te imaginar
Esperei tanto por ti,
Desse jeito diferente
Que até confundiu meu jeito de pensar
Será que a amei perdendo-me?
Acho que Sim! Devo tê-la amado.
Wesley Carvalho
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Segundas Intenções
A luz raiou
Escureceu meu pensamento
Os dias escorregam ao tempo
Ao vento...
Eu já não conto as semanas
Eu não gosto muito das segundas
E se das terças vem as quartas, quintas, sextas...
É minha sétima tentativa
Nossa!!
A noite é muito curta
Mais são os domingos que eu amo
Qual segredo carrega?
Tão pura quanto o sol que alvorece
Fazendo sombra em meus desejos
Eu vou viver tentando
Quem tem medo de amar
Morre nas terceiras intenções
E suas historias não terão doce
O céu brilha mais uma vez
Tenho mais uma semana pra sonhar...
Rennan Mendes
Fiz um verso que já estava escrito
Fiz um verso pra ti
Que nem soube acabar...
Se você me beijar,
Irá entender tudo,
Tudo que eu escrevi
E como uma revelação
Entenderá até
Que esse nosso amor
Antes de você e eu
Já tinha sido escrito
Eu vi.
Fidel
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
ito
- Fidel
Eu penso que tô aflito
Penso de novo e reflito
Quem entrará em conflito,
Se sua arma é um mosquito
Eu lasco você c'um palito.
- Flávio Henrique
No seu pensar que reflito
Para entrar em seu conflito
E ti deixar bem mais aflito
Vou botar o meu mosquito,
Para tomar seu palito.
- Fidel
Uma vez que meu palito
Esteja com seu mosquito
Transformará em pau de fosfito
Que seu inseto vai dar um grito
E vai doer no ouvido de carlito.
- Max Ribeiro
Se o jegue é do Egito
A palma é do palmito
Se o mal é do maldito
O bom é mais bonito
Só não tolero nem admito
Economia de palito.
- Flavio Henrique
Em Max eu dou um grito
Pois se meteu em um conflito
Do mosquito e do palito
Reze pra santo expedito
Pois agora n'um admito
Tú entrar nesse conflito.
- Max Ribeiro
Me meti nesse agito
Pois o dono me tem dito:
"Max, te solicito
Que adentre neste conflito",
Já que eu nunca repito
Um verso já escrito.
- Flavio Henrique
Mas será o Benedito
Se meteu meio esquisito
C'ums ditado male dito
Mais meloso que choquito
Tú c'um um jegue, eu com um cabrito
Tomou uma com tora pito?
- Petinha
Já contratei um perito
Pra parar com esse atrito
Cujo nome é Joselito
Irmao de Compadre Carlito,
Valei-me São Benedito
Que esse conflito maldito
Do mosquito e do palito
Já virou inté um mito.
Choro da Saudade

Essa saudade é tanta
Que choro sangue como a santa
Ela quando não mata, aleja
Quando não almoça, janta
Procuro enganá-la a todo preço
E quando tento fugir
Acabo no mesmo endereço
Enjoa de maltratar
E quando isso acontecer
Eu pra boca vou correr
De quem quiser me beijar
Quem sabe esse beijo espanta
Essa saudade tão lenta
E limpa o choro da santa
Que do meu olho ainda tenta
Brotar.
Zecalu Guimarães e Fidel
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Demar tinha asa

Eu tive um sonho
Demar tinha asa
Corria e voava,
E como nunca,
Pairava a olhar
As ruas da cidade
Já não sei que idade
Ainda tinha Demar,
Por certo um tanto
Pouco ficava,
As ruas olhava
Continuava a voar
E sempre era assim:
O que procurava
Nunca achava,
Até que Demar
Deixou de voar.
Fidel
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Eu não Rio mais

Leia matéria triste sobre o Velho Chico feita pela rede globo aqui
Foto: Divisa de Sergipe com Alagoas
É a morte anunciada
Revestida de bondade
É o pretexto sem contexto
De um rio sem risada
Calculado seu trajeto
Como fosse um objeto
Na mão que nunca fez nada
Desvio de consciência
Desvio de paciência
Desvio da morte aguada
Evaporar o rio é a "solução"
Para matar a sede imortal
Mero engodo, mera enganação:
Paliativo federal.
Max Ribeiro e Fidel
Observar e Absorver

Clique na imagem para ampliar
Eis aqui a primeira de várias postagens que farei de um grande artista brasileiro residente no Rio de Janeiro e que conheci numa situação inusitada. Ele estava em busca da frente de combate contra a ( "transaposição" vide post sobre a palavra: Rio Som Tomada) do Rio São Francisco. Quando aqui chegou, não encontrou nenhuma resistência. Será que não está na hora de nós, viventes direto do Rio São Francisco atentarmos para o que está a nossa frente a nos desafiar? A crescente e avassaladora vontade governamentista de transpor esse que é o nosso bem. Qual será o futuro da nossa sede?
Eduardo Marinho é artista plástico e formador de opinião, tem uma série de artes voltadas entre outras coisas pra consciência humana .
Essa imagem foi o link entre eu e a observação.
Contato com Eduardo Marinho: arteutil.em@gmail.com
Aurora e o Sol

Quando a aurora abre a porta do céu
Para o sol sair, o carro do sol
Inaugura a manhã
Que é rosea a cor dos dedos que a aurora tem
Que faz tanto bem, que é da cor de romã
Que cheira tão bem, exala hortelã
Que prova também do gosto da maçã
Que cheira tão bem, exala hortelã
Que prova também do gosto da maçã
Assim, eu fico quando você aparece
Tão bem feito a pontinha de um iceberg
Meu mar, esquente um pouco pra você ver
Como eu me derreto por você
Assim, eu fico quando você aparece
Tão bem feito a pontinha de um iceberg
Meu mar, esquente um pouco pra você ver
Que eu derreto dentro de você.
João Sereno e Ruy Penalva
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Morus "moria"
Se o céu...
Fosse da boca de alguém,
O que seria o sol? Se não...
Uma gema de ovo cozinhada?
Fidel
Rio Som Tomada

Desligue o som, Francisco!
Agora só se ouve
Falar no seu novo curso
Mudará de página na história
Molhará o percurso da memória
E nos deixará a ver barris
"Transaposição" na mamata do poder
Se fará acontecer
Quem saberá me dizer?
Pois já se tem um fio
Retirado da tomada genuína
Juazeiro Petrolina
Pra quem quiser ouvir e ver.
Fidel
Aliança - Lampirônicos

Canto minha maneira
De pedir Amor
Pra dentro de ocê lá
Que de fora pensa que vê minha dor
Mas cadê ocê cá
Mirando a fronteira do Brasil
Foi ver pela tela um sol
Sol que nem pandeiro pode esconder
Cê cá tem que vir ver
Traz sua bandeira
Pano tricolor pra não dar poeira
Que o nosso verde já vai florescer
E ajudar na sua dor
Viver navegando pelo meu sertão
Sertão de ser tão só
Só que aqui na terra
Gabiru quer ver
Pegar água e dar nó
Quem vem do estrangeiro
Que quando quer sambar inteiro
Tende a desmoronar
Quando quer sambar inteiro
Tende a desmoronar
A dor que vem do estrangeiro
Vince de Mira- Robertinho Barreto- Luciano Vasconcelos
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Sabor e Desejo

O gosto é mágico
O efeito da mágica
É o sabor de ser puro
Contudo, ainda tento
Saborear certas coisas
Com a boca da imaginação
Mas a pureza se mistura
Ao que há de mais fullgás
Assim, já não posso
Distinguir o sabor do desejo.
Fidel
Foto: Galeria Ricardo Mendes http://www.r-mendes.com/
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Raios na Caatinga

Raios de sol escaldante,
Prenúncio de morte na caatinga!
O sol que dá vida
A pele dos homens,
Maltrata a melanina
E mostra que além da vida
Traz a morte, e ensina.
A pele da terra
Já o conhece,
Ri e fecunda
Chora em lençóis
E revive a caatinga.
Fidel e Deon do Cangaço
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Sem Título

Um passo
À frente estou
Mas não sou
E nem faço
Questão de ser,
E nem de comer
O que quer que seja.
Já me dou muito bem
Com cerveja
Quer ver?
Venha e veja!
Faço de tudo um pouco:
Do sapato uma ponte
Do horizonte uma rede
Da linha uma parede
Do dominó sopa de osso.
Quer tentar desafiar?
Apois tente botar
O mundo dentro d'um caroço.
Max Ribeiro e Fidel
Eu como palavras

Eu como palavras.
Durmo de tarde.
Eu peço beijos
E dou desejos.
Eu vivo meus sonhos
E esqueço os medos.
Eu corro com meus pensamentos
E vivo o que penso.
Às vezes perco tempo,
Passo o que recebo
E dou o que não tenho.
Eu quero esquecer o que passou
Enfrento,
Fujo, aceno, tento,
Agüento, chego.
Manuca Almeida
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Fragmento do Desejo
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
(Da Noite - 1992)
Hilda Hilst
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ciclo Natural

Não adianta correr
Não adianta ficar parado
Nem esperar que as horas passem
O dia é futuro e passado
Deixe a roda rodar
Na rua da paciência
Pois de certo, outro dia virá
A belha
Sempre retorna a mesma flor
Na certeza que o nectar está por lá!
Repetindo o desejo de beijar
A flor repete a mesma essência
Pro beija-flor também voltar!
É o ciclo natural do tempo
Quem haverá de mudar?
Gildemar Sena / Victor Fidel
Interrogação!
Do povo cansado
De poluição...
Da vaca sem leite
E do chip do mal?
O que será da Amazônia
Em processamento
de informação...
E o exato momento
do aperto de mão?
Quem resolverá
A falta de água
no ano bissexto...
E o caso Neguinho
em novo contexto?
... O tendão de João
A carta na manga
A fé de Platão
A carta de amor
A morte do zangão...
Fidel
Procurar e Repetir
O tom da vida é procurar...
Janela da Esperança
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Zé Limeira II
Cantares do Sem Nome e de Partidas

Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.
Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.
Que este amor só me veja de partida.
(I)
Hilda Hilst
Zé Limeira I
Minha muié chama Bela
Quando eu vou chegando em casa
O galo canta na brasa,
Cai o texto da panela
Eu fico olhando para ela
Cheio de contentamento
O satanaz num jumento
Pra mordê a Mãe de Deus
Não mordeu ela nem eus
Diz o novo testamento
Eu vi uma gavetinha
Da casa de João Moisés
Mais de cem contos de réis
Só de ovo de galinha
Ela comeu uma tinha
Da carcassa de um jumento
Que bicho má, peçonhento
Lacrau e piôi de cobra
Não pode mais fazer obra,
Diz o novo testamento
Jesus nasceu em Belém,
Conseguiu sair dalí
Passou por Tamataí
Por Guarabira também
Nessa viagem de trem
Foi pará no Entroncamento
Não encontrando aposento
Dormiu na casa do cabo
Jantou cuscus com quiabo
Diz o novo testamento
Zé Limeira
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Para YucCasinha de Chocolate!
Sua cor me abre os olhos
E quando te percebo
Meu coração já alterado está,
Minha respiração ofegante,
E tudo isso por apenas te ver, imaginar...
Quero agora acabar com o somente olhar
Quero agora estar com você.
Fidel
Canção para ninar um anjo
Os raios espocam lá fora e lhe banham em lágrimas
Nem suspeita maremotos dentro de si
Apenas uma dor verde e morna
Amadurece quente em suas veias
Olha-se, alma translúcida
A completude lhe corrói os olhos lacrimejados
E já não enxerga a suavidade
Descrita por sua alma confusa
É só dor, já nem há o que chorar.
Suas mãos balbuciam palavras
Enevoada por borrões de canetas que não se solidarizam
As frases agarram-se ao pensamento
Não há esforço que as faça sentar-se no papel
E permanecer ali como crianças estupefatas
O homem pensa estar sozinho
Seu hálito abafado de cachaça amanhecida
Seu desejo cálido de domar palavras
Sua vida ébria de loucuras partilhadas
Sua solidão quando tudo é espelho
O homem pensa estar sozinho
Mas, atravessando brisa e mar
Rompendo fios de ondas ópticas
Do outro lado do Paraguaçu volante
Há alguém junto daquele homem...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Meu Coração tá com Defeito

Meu coração tá com defeito
É a catraca do desejo...
O fio que eu não vejo
Num curto,
Liga e desliga
Meu coração periga pifar
É o parafuso da vontade
A ruela da saudade,
É a catraca do desejo
Que ainda quer continuar...
Manivelas e ruelas
Ainda tentam a exatidão...
Querem funcionar
Em vão...
Não tem jeito...
Meu coração tá com defeito
E meu peito não tem manual
De instrução.
Fidel e Zecalu Guimarães
Nordeste em Três Tempos
No Sertão do meu Nordeste
Pé-de-bode é instrumento
Que anima casamento
E festa de São João
Roupa de couro, gibão,
É a farda do vaqueiro!
No Sertão o ano inteiro
Tem folia e devoção
Mulher cortando vassoura
Meninada no terreiro
Na calçada um violeiro
Pastorando uma canção
No açude, a salvação,
A galinha "gorda é ela"
Se brincar "tá na panela"
Hoje tem divinhação
No Sertão do meu Nordeste
Quando a chuva não vem
A gente canta que nem
Passarim numa prisão
Mas se chove no Sertão
Alegria bate asa
No Sertão de toda casa
Brota pé-de-plantação
No sertão do meu nordeste
Quando tine uma enxana
Já tem terra preparada
Pra receber seu quinhão
Pra rimar vida no chão
Com certeza ou sem certeza
Os “cabôco” e a natureza
Vão girando a criação
O namoro na cancela
Depois das Ave-Maria
A moça que todo dia
Vem ninar meu coração
A saudade dos irmãos
Que partiram pra cidade
Mei de mundo tem maldade
Mei de mundo é perdição
Já dizia o “cabra véio”
Do Sertão do meu Nordeste
Que pra ser cabra da peste
Há de cantar com razão
Decantar o seu irmão
Na vida como na morte
Ou na dor como na sorte
Com suor comer o pão.
Carlos Perêra
Foto: Aurílo Santos
Download da Música
Sertão da Macambira
Do xiquexique, palmatora e umbuzeiro
Você pode acreditar
Se não acredita se quiser que venha ver
Que a umburana, imburuçu botam rama sem chover
Tem pau de culé, quebra facão e quixabeira.
Tem calumbi, baraúna e catingueira
Se não acredita se quiser que venha ver
Que a umburana, imburuçu botam rama sem chover.
Eu me criei no mato
Pode acreditar seu moço
Terra e gente forte
Sertanejo é de coragem
Enfrenta a seca com aquela animação
Esperando deus mandar chuva
Pra cuidar da plantação
Espera a chuva um mês
Espera dois espera três
Ela não vem espera 4 espera 6
Nessa esperança todo mundo tá ficando
Mais cheio de fé que a chuva tá chegando.
Viagens de Cuitá
Cuitá, cuitá, fez boa viagem?
Cuitá aqui, sua nova paisagem!
Neste momento é chuva de sentimento
Vou fazer minha louvação
Veio do céu fazendo tremendo escarcéu.
Índios, fauna e flora deste lugar,
Vira chegar este ser sideral
Trazendo mais chuva, muita magia, tudo.
Viu sua moradia num chão especial!
No alto sertão de canudos
Era mais um lindo dia no sertão
Quando levaram o talismã
Que não queria ir não
Seu menino! Buliram com o cão
Foi ata estraçalhada
Marco de Pedro destruído
A corte viu a vingança
De humanos enlouquecidos!
E passa o tempo, já passou
Que a pedra me falou
De abandono e solidão
E quer voltar pro bendegó
Agora eu vou buscar e num vou só!
Cadê a chuva! – já vem
O olho no olho – também
A verdade – já vem
O amor vai chegar com ela
Onde está a prosa – proseando
Rimando que estar chegando
Nosso povo vai chegar com ela
Cuitá, cuitá, fez boa viagem?
Cuitá de volta, à sua paisagem.
Claudio Barris
Para um Luiz
Se renda a tecnologia
Digo sem apologia
A internet é o endereço
A palavra que você pensa
O word também escreve
Escreva o que não tem preço
E o mundo seu será...
Em breve !
Teclas do Desejo e Cordas da Paixão
Em minha música
Você é a penta menor
E na escala do meu consciente
Ainda menor, chora contente
Vem de lá alegria sem dó
Corre meu bem pros meus braços
Que as teclas do desejo
Já tocam meu coração
E as cordas da paixão
Vão persistir em ficar
Ficando mesmo que de repente
Um sorriso preso ao chão
Ou até mesmo livre no ar
Rennan Mendes e Victor Fidel
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Afinal (onde é o final?)
Lavo minha alma com sabão Omo
Tento entender as coisas que escrevo
Não pago e ainda nego que devo
Trago pecados entalados na garganta
Me desentalo bebendo um pouco de Fanta
Costumo esquecer as coisas que digo
E tenho preguiça de correr perigo
Não chuto o balde pra não gastar água
E só consigo rimar água com mágoa
Perco amores o tempo inteiro
Cato agulhas pelo palheiro
Odeio pedir perdão, mas peço
Não consegui ainda achar meu preço
Esqueço a distância entre o bem e o mal
Invento poemas sem final
Zecalu Guimarães











