sábado, 7 de novembro de 2009

Rebuliço da saudade



Tá esquisito aqui dentro
Nem sei bem o que é,
Tá tudo triste, tudo sem graça
Tudo assim como quem passa
Sem passado pra lembrar.

Tá estranho aqui dentro
E ainda nem sei o que é,
Mistura vontade de ter-te,
Com vontade de querer-te,
E uma vontade de rever-te,
Quiçá te prender
Bem dentro de mim.

Sinto uma dor
Avassalando pensamentos,
Escravizando sentimentos,
E libertando os meus tormentos.
Te juro que neste momento
Eu só quero é voar,
Montar nas asas do vento
E só pousar bem lá dentro
Do teu coração

Paulinho Jequié / Fidel

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Apelido da Paixão



Quem conhece o Pai do amor?
Sua Mãe, de onde vem?
O amor não é ninguém
É só uma invenção,
É o apelido da paixão
Quando o fogo lhe convém

Já não basta a ilusão
De por ele, ser enganado
Já não basta o sofrimento
Que tanto nos tem causado,
Vem a igreja e diz: Amém!
O amor seja louvado!

Mas como todos bem sabem
O que é bom é paixão!
É fogueira de São João
É onde se afoga a mágoa,
Casamento de fogo e água
Felicidade a rojão

Com o tempo passa o tesão
Que nada é para sempre
E aquele fogo ardente
De amor intitulado
Foi o equívoco assinado
Com aliança em cada mão

Fidel

A Cruz



Traduziam: Vou te deixar!
“Até logos” de repente,
Somente pra magoar
Minha vontade inocente

Agora já não doe tanto
Só um "bilisquinho" de nada,
Aprendi a ver a estrada
E o futuro a dizer sim,
Com aulas seqüenciais
Todo dia a um pouco mais
Todo dia a um pouco mais
Você ensinou pra mim

Acabei abrindo o olho
Daquele amor que era cego,
Removi todos os pregos
Minha cruz era você

E diga-se de passagem
Era a cruz que eu amava,
Que subia, me pregava
Descia depois voltava
Num vai e volta sem fim

Mas hoje eu quero paz
Não quero mais confusão
De pregos na minha mão
Ou chicotadas a sais,
Quero mesmo é liberdade
O resto não quero mais.

Fidel

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Vende-se amor



Vende-se amor de tudo quanto é jeito:
Daquele que dói no peito
Daquele que faz chorar

Também vende-se amor
Daquele que faz neném
Do gostoso, do dengoso
Tem amor pra todo peito
Do jeito que lhe convém
Pra não ter o que reclamar

Rotulado com pitadas de ciúme
Temperado com desejo,
Que vem com abraço e com beijo
Com aroma de vinho ao ar

E acaba de chegar
O importado da Bolívia,
Do Iraque, de Israel,
Com gosto de sal ou de mel
Do jeito que você gosta.
De tudo quanto é lugar
Vende-se amor!

Fidel

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Moça da Frente



Morena cor de canela,
Quando fala, enche a sala,
Quando dança, se revela.
Mais vale a força contida
Em uma moça atrevida
Que na luta se faz bela.

Morena cor de luar
Terá a lua uma cor?
Não canso de procurar,
Talvez não tenha sentido,
Mas que não tenha, duvido,
A cor da lua é “sonhar”.

Morena que diz pra mim
"O povo é que tem razão".
Eu digo a ela que sim,
Só vale se vir do chão!
Que bela esta guerrilheira
Que abre o sonho - bandeira
Na haste do coração.

Carlos Perêra
Boca do Cariri - PB

Notícia

Um grupo de artistas liderados por Raimundo Fagner e Pepeu Gomes visitou a Câmara para pressionar os deputados federais a aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que reduz custos da indústria de audiovisual. A proposta chamada de PEC da Música dá isenção de impostos para CDs e DVDs brasileiros produzidos na Zona Franca de Manaus. Se aprovada, o preço dos produtos deverá cair 25%.


A proposta também barateia os ringtones [toques de telefones celulares] de músicas brasileiras. A previsão é que o download de música pelo telefone fique 30% mais barato.

Segundo manifesto distribuído, a PEC da Música ainda irá contribuir para que músicos iniciantes vendam CDs e DVDs oficiais e saiam da informalidade. A proposta será incluída na Constituição no Artigo 150, que dá imunidade tributária a livros, jornais, periódicos e ao papel destinado à sua impressão.

A PEC estava prevista para ser votada em primeiro turno nesta quarta-feira à noite. Ainda precisa passar pelo segundo turno na Câmara dos Deputados e, se aprovada, segue para o Senado, onde também será analisada em dois turnos. É preciso que três quintos dos parlamentares de cada Casa aprovem a proposta para que seja promulgada pelas mesas da Câmara e do Senado e entre em vigor.

Priscilla Mazenotti
Agência Brasil

As vezes eu gosto

Todos os dias em que eu acordo
as pessoas e os lugares
forjam minha mente, escupindo-a
transformando-a no que sou.
Além de coisas maravilhosas
deixam sequelas irreversíveis.

Eu gosto de ser assim...

De ser escultor de alguém,
De ser esculpido por tal, forjado...

Fidel

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Palavras



Palavras trilham procurando estradas
Entre orações escritas, não lidas
Seguem formando frases divididas
Juntando os versos de rimas quebradas
Vagam nos sonhos pelas madrugadas
Escrevendo em contos diversos amores
Tornam-se lendas, cantos trovadores
Contradizendo as conjunções vigentes
Às vezes doces, sútis e inocentes
Ora, sinceras nos mostram os valores

Palavras sentem quando o verbo amar
Torna-se carne da nova poesia
Ditam tristezas, conjugam àlegria
São de repentes quando vêm rimar
Embalam os sonos num acalentar
Ninando a noite do verbo criança
Carregam em si toda nossa esperança
Quando se formam de opiniões
Agitam massas, criando os bordões
E regem em coro o verbo que avança.

Maviael Melo

Ela rindo



Em frente ao paredão
Da vida exposta,
Lua ao céu, linda se mostra
E nós ali a lhe mirar.
Um si, um fá
Em nota maior
Concretiza nosso lema
Resolvendo em nota amena
No ré qualquer que a vida dá.
Ré de rebento,
Relato,
Relento
Retorço cimento
No aço que sou...
Chamo o reforço da Jade e me acho,
No ato do canto da nota que traço,
A pura canção pra o luar que a ninou...
E prá poetizar
Terminando o não começo,
No fá com o sí permaneço
Consolidando as notas do sonhar.
Com laços de fitas
Segue a noite esplendorosa,
Cativando a menina que fascinada ria,
No toque que ameniza as estrelas...
Anis no tempo guardado
Jardelina, jade e o céu encantado,
Na paz,
No sorriso,
O improviso,
E a menina rindo de felicidade.

Paulinho Jequié / Aninha Leite

Resultado FLIPORTO 2009


Abraço e meus parabéns ao parceiro Walter Lajes

Mode nosso amor



Foi “mode” nosso amor
Que tudo começou
Foi “mode” nossa fé
Que tudo aconteceu
Aquela chuva que havia começado
Aliviou um bocado e "esmureceu"
De tardezinha vi teu rosto numa nuvem
Bela atitude: transformou-se em coração
E logo após o beijo da boca da noite
Céu em açoite, raios clareando o chão
Mas de repente manto de estrelas se acende
Paixão latente, coisa, fogo de querer
E ao redor o vento brinca displicente
Lua vê contente nosso ninho de prazer
O universo quis, num gesto tão perfeito,
Que meus braços fossem feitos
Para agasalhar você.

João Sereno

No quarto do meu peito



Durmo sempre aqui!
No quarto do meu peito,
Onde quase sempre
Alguém chega batendo à porta
À espera de um atendimento imediato.

Aqui estou eu,
Olhando através do olho mágico
Na ansiedade que venha alguém,
Alguém que mereça este recinto
Enfeitado de amor, de fantasia.

Durmo sempre aqui!
No quarto do meu peito
E uma vez perdida,
Acha de não aparecer ninguém.

Fidel

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fantasias de Criança



Poema: João Manoel
Interpretação: Walter Lajes

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rosebud




Dolores, dólares...

O verbo saiu com os amigos
pra bater um papo na esquina,
A verba pagava as despesas,
porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
o verbo afagou sua mágoa, e dormiu.

O verbo gastou saliva,
de tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
mas ele sabia, lhe dava valor.
O verbo tentou se matar em silêncio,
e depois quando a verba chegou,
era tarde demais
o cáderver jazia,
a verba caiu aos seus pés a chorar
lágrimas de hipocrisia.

dolores e dólares...
que dolor que me da los dólares
dólares, dólares
que dolor, que dolor que me da.

Lenine / Lula Queiroga

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Apelido da Paixão



Poema: Fidel
Interpretação: João Sereno
Edição: Rennan Mendes
BG: Te cuida rapaz
Dominguinhos e Anastácia

Vestes Amarrotadas



As vestes amarrotadas “é” minha poesia
E a canção que me aquece a alma,
Me leva pra casa e adentra o coração

A planta da paz renasce outra vez
A luz da alegria rega o broto do amor
Sinto a calma da vida, regendo o mundo
Regando a alma, regando o espírito dos amores

E as vestes do vento, me veste e me acalma
Me faz por um segundo, não ser dono de mim
Me faz ser assim, a dor que evapora
Renascendo outrora n’um outro jardim

De volta ao quintal de mim
Visto as vestes amarrotadas
E saio de casa sempre assim:
Como um pássaro que voa
Sem nunca ter asas,
Como um pássaro que voa
Só no pensamento.

Marcelo Nunes / Fidel

Estações em mim



Na primavera te vi chegar,
estavas atônito a se deliciar,
com o doce odor peculiar,
das flores coloridas do amar...

O verão fez de ti caliente,
Intenso, fervendo, ferozmente
quis me tomar insolente,
me fez tua e não me sai da mente.

Mas o outono as folhas derrubou,
levou-o contigo, de mim te roubou.
Naqueles dias mais ou menos frios,
ao relento e só, me abandonou...

O frio intenso vem enfim me cortar,
o inverno traz consigo esse novo ar,
tudo é gelado, dolorido e sem cor.
Preciso ter de volta a flor do amor!

Eis que o frio vai então se dissipando,
meu coração continua amando...
Estou novamente acreditando,
a minha flor do amor está voltando...

Natalia

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mariposa Traicionera