Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Asa Branca por Rennan Mendes (Piano)

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

El Violín De Becho



Becho toca el violín en la orquesta
Cara de chiquilín sin maestra
Y la orquesta no sirve no tiene
Mas que un solo violín que le duele.

Porque a becho le duelen violines
Que son como su amor chiquilines
Becho quiere un violín que sea hombre
Que al dolor y al amor no los nombre.

Becho tiene un violín que no ama
Pero siente que el violín lo llama
Por las noches como arrepentido
Vuelve a amar ese triste sonido.

Mariposa marrón de madera
Niño violín que se desespera
Cuando becho lo toca y se calma
Queda el violín sonando en su alma.

Vida y muerte, violín, padre y madre
Canta el violín y becho es el aire
Ya no puede tocar en la orquesta
Porque amar y cantar eso cuesta.

Alfredo Zitarrosa
Gravação: Mercedes Sosa

Despindo Verdades



Não riam do meu riso falso
Pois ele é verdadeiramente falso
Fazendo cara de gozo
Na missa das sete.
Desejo a viúva alegre
Que triste ficou quando o outro se foi.

Então, deixem de coisa ao pensar
Pois o pensamento é só,
E só findará.

Quando eu soltar meu riso verdadeiro
Chorem, chorem mesmo
Pra aglomerar mais e mais
As “lágrimas de crocodilo”
Que nas minhas veias transitam
Formando os vários tipos de sangue:

O do amarelo, o negro,
O vermelho pobre e feio.
O azul quis pular fora
E melecou toda a aurora
Que antes era vista vestida
E hoje é vista a olho nú.

E é por isso que meu sentimento
É algo tão profundo
Que pego essa merda
E lanço no vazio ôco do mundo.

Paulinho Jequié / Fidel

Pegou água!



Eu tive uma alma,
Me deliciava
Me tudo
De qualquer lado,
Me cada pedaço,
Me cada estilhaço
Me tudo gostava
Até faltar a "química"
E quando Me
"a" risquei
Pegou água!

Fidel

Cópula

video

Dúvida Duvidosa



Eu preparei de vez meu coração
Eu tenho uma coisa linda pra lhe falar
Não Sei se eu falo...
Não sei se eu não falo...
Pensando bem, eu não vou dizer nada
Não sei se eu digo..
Não sei se eu não digo...
Às vezes penso em pegar a estrada

Meu coração já disse pra eu ficar
Às vezes penso em ir embora
Não sei se eu vou...
Não sei se eu não vou...
Se eu for embora eu vou perder a festa
Não sei se eu perco...
Não sei se eu não perco...
Se eu perder faço papel de besta

Se eu cantar não pense que é pirraça
Você se lembra da nossa canção
E quando a lua surgir no horizonte
Já imagino esse meu coração
É só você olhar nos meus olhos
E me dizer se eu devo, ou não, ficar
Saudade é coisa de dar em doido
E quase sempre faz chorar
Não sei se eu choro...
Não sei se eu não choro...
Se eu chorar vou demonstrar fraqueza
Não se eu fico...
Não sei se eu não fico
Eu vou ficar e adeus tristeza.

João Sereno / Wilson Aragão

Paulinho Jequié - Homem e Terra

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Para todo o sempre



De corpo inteiro agora me entrego,
Feito um furacão que devasta, e tudo varre
Entre agora!
É uma ordem, mulher!
Que faça tremer minhas carnes,
Sacudir os meus nervos
Lubrificar os meus olhos
Delirar no meu eu.

Entre!
A porta da frente
Desse novo coração esta aberta,
As janelas do meu peito
Estão todas escancaradas
À espera desse vigor infindo,
Desse tesão que gruda
E cola nossos corpos
Nos fazendo uma só matéria,
Um só espirito.

Entre!
Enquanto o suor que passeia
Pelos corredores desta pele
Regando nossos poros com sal,
Tempera o infinito do querer.

Entre!
E fique a vontade no meu eu que é seu,
Permaneça em nós,
É uma ordem!
E que assim seja
Todos os dias
Para todo o sempre,
Amém!

Paulinho Jequié / Fidel

Seqüestro Pessoal



Sou refém de mim
Olho-me, e não posso ver
Coisas que gostaria.
Sou encapuzado sem visão,
Forjado no traço que traça
O compasso do meu coração.

Me peço resgate,
Minh’alma rejeita
Me peço respeito,
Meu corpo deleita

Quando já não me peço
Meu ser me aceita
E faz do seqüestro
Um belo encontro

Desandado no tempo,
Quero passar sem convite
A velha catraca da vida a girar
E mesmo barrado me torno voltar
Pra grande giranda do recomeçar.

Sou assim, sem destino sou!
Jogado ao léu,
Um véu de calor,
Cobertura do olhar
No corpo da vizinha
Que passa com pressa
Pra não me notar.

“Quem sou você”, na incerteza do certo?

Pois é, sou esse aí,
Agora, pergunto-me sem medo:
É comum se auto-seqüestrar
E viver pensando livre?

Paulinho Jequié / Fidel

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Luiz Carlos Bahia - "Sonho de Sonhador"

Filhos de Deus, Amém!



Sou o mar soltando a rima
Em cada onda quebrada
Pela proa da jangada
Ora embaixo, ora em cima
O meu ciclo não termina
É corrente quente e fria
Conheço a barra do dia
E a linha do horizonte
Sou base pra qualquer monte
O meu nível rege a guia

Navego pela poesia
Num Galope a Beira Mar
Sou o verso pra rimar
O ciclo que se inicia
Meu canto não silencia
E sonoriza o balanço
Eu nunca paro e nem canso
Vou invadindo fronteiras
Fincando frases bandeiras
Em cada ponto que avanço

Sou valente sendo manso
Bravio, calmo e sereno
Pra ser grande, sou pequeno
Querendo colo e descanso
Sou a passada do ganso
Na mansidão nova Lua
Recebo versos das ruas
Por onde o vento trafega
E entre espumas me entrega
Saudades das noites suas

Em meus sonhos perpetua
Outro canto de saudade
Vou construindo a idade
Eu sou o tempo que atua
Formando outra pele nua
Com a semente do bem
E cada verso que vem
Traz outra rima de Paz
Somos isso, e muito mais
Filhos de Deus, Amém!

Maviael Melo

Domingo, 28 de Junho de 2009

Raimundo Sodré em Hamburgo

Nosso Poema



Me embriaguei
Com um coquetel de sentimento
Embaracei em minhas asas
Posei em ti.
Caímos no laço do acontecimento
A mágica da vida
Transformou o laço
Em nosso elo
E feito um bambolê
Circula entre nós.
A energia que liberamos
É a mesma que nos prende
Nas grades do viver,
No centro do elo
Vejo a distância
Olho a olho
Com uma asa no ontem
A outra no hoje.
Sigo voando
Para o além horizonte
Levando uma flor
Para as terras de lindos jardins
Onde as pétalas não caem
E eternos são os colibris.

André Marques (andrézinho)

Instante Eterno



Eu tenho dois olhos na cara
para melhor te olhar
uma boca cheia de dentes
pra ti morder e beijar
com os meus ouvidos
ouço promessas de amor
teu cheiro me invade
fragância de suave olor,
te chamo em meus braços
me embaraço em teu ser
misturo o suor
deixo no corpo correr
num instante eterno
de puro prazer.

Luiz Carlos Bahia

Deixa a gira girar



Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.
Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.

Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.

Deixa a gira girar...
Saravá, Iansã!
É Xangô e Iemanjá, iê.
Deixa a gira girar...

Iê...durururururu, lá, lálailá, lálaiálá.

Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.
Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã.

Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.
Ô, gira, deixa a gira girar.

Os Tincoãs

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

João Sereno - Desenho

Estação do Tempo



A festa tava bonita
Meu verso passou correndo
Levando a rima e querendo
Soltar teu laço de fita
Pra vê se tu acreditas
Em cada rima do verso
A festa foi um sucesso
Quando em teus olhos fitei
Nova saudade eu cantei
Na estação da “Progresso”

E essa saudade canção
Foi viajando comigo
Querendo em teu colo, abrigo
Sentindo á face tua
Sonhei naquele salão
Com o teu bailar tão faceiro
Cheguei acordando inteiro
Carregado de saudade
Trazendo a sonoridade
Desse cantar estradeiro

Espere-me que estou chegando
Cantando o meu canto novo
Pode espalhar pra o povo
Que o verso está se formando
Estou na viola levando
Notícias alvissareiras
Que pelas noites brejeiras
Em motes nos foram dadas
De amores tantas jornadas
Mensagens, vidas inteiras!

E chegarei com saudade
De começar outro verso
E ao mestre sempre que peço
É conforme a sua vontade
Trouxe um pouquinho da verdade
Que pelo tempo encontrei
E a canção que cantei
Soltando versos ao vento
É pra encantar o momento
Do beijo que não lhe dei.

Maviael Melo

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Mosaico



Só faltava uma caneta
uma forma de uma letra
uma rabeca, uma zabumba
e a música sair perfeita

Se eu falasse que era mudo
e vestido ser desnudo
faria religião virar ceita
ouvindo o som que se deleita
com a oração que foi desdita
pela fé do homem matuto

Já não me falta mais nada
nem o caminho de uma estrada
ou um parado de uma rede
o movimento de uma parede
ou mosaico da igualdade

Sinta o chão no meu pé
a areia no canto da unha
no cenário de Euclides da Cunha
esperança é a comida que se quer

E assim, vá caneta! Solta sua tinta nesse papel branco
não perca a linha e conduza sua escrita
que vou inteiro deslizando no teu ponto
vou solto andando com letras tortas
e em linhas certas chego a descobrir que:

"Os anjos cansados de tanto cabresto
sentam na mesa, pedem cerveja
e nos oferecem esses versos
e aqueles outros poemas."

Fidel / Max Ribeiro / Gildemar Sena / Adriano Botura
[Alto do Conselheiro - Toque de Zabumba]
22 de junho de 2009

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Ademar



Fechou os olhos pra olhar eternamente pra dentro do futuro de todos.
Fez história, contou histórias, foi imã de pessoas, é mito.
Tocou, chorou, brincou, encantou a todos pela força da alma.
Uma nesga da sua presença era suficiente empolgação para respirar mais e mais arte.
Foi, mas fez questão de deixar o presente de cada um que o conheceu: a lembrança!

E se tratando desse presente, deixo aqui impresso, duas linhas da última história que "Demar" contando, chorou e me fez chorar de rir também, na presença do seu fiel escudeiro de todas as manhãs: "Carioca".

[N'uma manhã de Domingo]

- Sobre o Romualdo -

"... O dono da venda pediu que quando Romualdo voltasse, trouxesse um filhote de "Cauã"...
Passaram-se 6 mêses, até que Romualdo voltou com um filhote de anum,
e então ao abrir a caixa com o suposto pássaro dentro, o dono da venda disse: "Cauãããã" hein, Romualdo "Cauããããã"..."

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Ademar, Uauá sempre fará questão de ser moldura no quadro da sua história.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O sertão ficou vazio

O sertão ficou vazio
Com o voo de um passarinho
Que parte deixando o ninho
Numa tristeza sem fio
O céu alegre sorriu
Pra receber Ademar
São Pedro mandou botar
Uma faixa de poesia
Jesus, José e Maria
Na porta a esperar.

Maviael Melo